terça-feira, 14 de abril de 2015

Geração fresca e fofa.

Jantar cedo e antes das 20h, tudo já tinha o jantar na barriga.

-Ainda é tão cedo, isto parece o lanche, com tanta luminosidade ainda a esta hora.
- Queres ir a casa da minha avó, buscar cebolas, acabei as últimas agora.
-Sim, vamos até lá, ainda é cedo, mas avisa a velhota que pode já estar a dormir...
-Já liguei, ela está à nossa espera.
-Meninas, vamos vestir uma coisa simples para ir à casa da Bi - buscar cebolas, mas hoje não há tempo para andar no baloiço, porque é só ir, ver a Bi e trazer cebolas.

Apanhamos a Bi com a visita de uma amiga - conversa de gerações, a avó da Patroa estava a receber a visita de uma amiga em casa. A razão ? Foi lá deixar um terço que andava perdido em sua casa e como avó da Patroa vai com mais frequência à missa, foi lá para deixar o terço, e ela levar o terço À missa, porque aquele, ainda não tinha sido benzido pelo Sr. Padre.



Eu, no meu cantinho observava a conversa deliciado. - Uma Senhora de 82 anos e outra de 92.
Olhava e pensava. as pessoas chegam a esta idade e as missas, rezar, colocar flores no cemitério, igreja está para elas como o futebol está para mim. A salientar, a forma límpida, coordenada e de raciocínio bem estruturados que elas tinham a dialogar.
 "porra, com estas idades e a cabeça ainda trabalha assim tão bem ?!? "
Como vai a Segurança Social financiar pensões que neste momento estão a tornar-se vitalícias. O certo, é que o nosso agregado famíliar tem ali uma grande fonte de poupança. 
Couves, batatas, cebolas,fruta, os mais diversificados legumes, azeite e tudo feresco, plantado e tratado por aquela Senhora que já tem 82 anos e tem um prazer enorme em trabalhar na horta para dar as coisinhas à sua filha, neta, e bisnetas.


Foi um serão muito bom. As minhas filhas adoram receber os mimos da Bi, que tem sempre uns bolinhos em stock para o efeito aquando da visita das bisnetas.


A vida também é isto. 

4 comentários:

  1. Acredito plenamente que quando chegar a minha, e a tua vez se as tão pregadas reformas (que toda a gente anuncia, mas ninguém tem tomates para fazer) não forem feitas, escusas de te preocupar com a segurança social e com reformas...a diferença é que nós...já não teremos couves, batatas nem cebolas para oferecer fresquinhas aos nossos filhos...jinhoooooossssss

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    1. Ao mesmo tempo que estava deliciado a ouvir falar em terços benzidos...e ver aquela geração tão fresca, a esperança média de vida a aumentar, etc...

      Como é possível este país sustentar uma população que está cada vez mais envelhecida. Sem falar do outro pólo que é a falta de natalidade. Bem, mas aqui a conversa seria longa... trazer filhos ao mundo nesta altura não está fácil. Enfim...conversa para os catedráticos conversarem. :)))

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  2. Anónimo11:15

    Relativamente às reformas, já há muitos anos que eu defendia que era insustentável manter o regime que estava.

    Durante décadas os funcionários públicos reformavam-se aos 50 e poucos anos de idade, com 100%.
    Enquanto que os trabalhadores do regime geral da Segurança Social reformavam-se aos 65 anos, com 80%.
    Existia aqui uma autêntica subversão do sistema, pois quem menos anos descontava, mais cedo se reformava, e mais anos usufruía da pensão, ainda por cima a 100%.

    Aquando da Troika e dos cortes de despesa pública, muito se falou em igualdade de direitos dos cidadãos e de constitucionalidade. Mas a mesma deixa de existir quando trabalhadores e contribuintes de um mesmo país têm diferentes obrigações e direitos, só por trabalharem no Estado ou no privado.

    Acrescento que nada tenho contra os funcionários públicos. A minha mãe foi, mas reformou-se depois dos 60 (já não me recordo com que idade exactamente), e também já não foi com os 100%.
    Defendo a convergência dos 2 sistemas.
    Nestas coisas gosto de ser imparcial. Sou pelos direitos e igualdades.

    O buraco na Segurança Social não se deve às magras reformas dos velhotes que vivem até longa idade, mas a décadas de decisões sem qualquer sustentabilidade.
    Com a crise foram obrigados a rever algumas coisas. Mas continua a haver gente privilegiada, reformas chorudas com poucos anos de descontos (políticos e não só).
    Joana

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    1. Tens conversa de ser política.
      Estás filiada em algum partido de certeza... ;PPP

      Bjinhos Joana.

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