sábado, 6 de dezembro de 2014

Aquelas diferentes.


Depois, existem aquelas pessoas que passaram, voltaram, foram e nós teimamos em não deixar partir da nossa vida.
Aquelas pessoas que têm a capacidade de fazer rir, apenas e só com a presença.
Aquelas que conseguem trazer o sol num dia cinzento.
Aquelas em que desligas o filtro por completo, e ficas com uma energia capaz de iluminar um quarteirão de um bairro.
Aquelas em que estás sozinho no sofá, olhas para uma foto e queres que a foto estivesse a ocorrer no presente momento.
Aquelas que têm a capacidade de acordar todas as borboletas que tens na barriga.
Aquelas que fazem questionar tudo o que tens.
Aquelas que suscitam a pensar na coragem de levantar o corpo, virar a mesa com impulso como nos filmes.
Aquelas que te fazem ter vontade de fazer 300km em pouco mais de 2 horas.
Aquelas que eternizam a adolescência na tua vida.

Depois... ouves a tua filha mais nova a chorar porque acordou e desligas o computador para subir as escadas e constatar que começou o fim-de-semana.

10 comentários:

  1. Anónimo09:48

    Costumo aconselhar com racionalidade, ou a tal ponderação (que disseste que tenho).
    Mas há momentos e palavras (como estas) em que o peso do coração tem uma enorme importância e a racionalidade fica para trás.

    Há pessoas que passam na nossa vida e nos marcam para sempre. Por mais tempo que passe, têm sempre importância. Acho que é algo mais do que paixão.
    Por circunstâncias várias ou algum acaso da vida, não foram a pessoa escolhida, ou aquela com quem estamos.

    E depois há aquelas pessoas que mexem connosco, que são atração e impulsividade. As loucuras que por vezes nos deixam nas nuvens, extasiados, mas no instante seguinte nos deixam sem chão, consomem e desgastam.
    Já passei por isso e, como amigo que já te sinto, só posso dizer-te que as feridas e consequências negativas superam, em larga escala, o positivo.

    Só tu sabes a qual destes dois grupos essa pessoa pertence.
    Só tu saberás analisar quem te preenche e completa.
    O coração e a cabeça a mil toldam-nos o raciocínio, e nem sempre é fácil perceber com clareza o que é melhor para nós.
    Senti-te triste neste texto, que foi dos mais bonitos e sentidos que já escreveste.

    Bjs e um abracinho, Bocagiano.
    Joana

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  2. Mais um líquido vertido pela tua racionalidade. Não estava triste ao escrever, apenas com algo que não sei explicar.algo que ultrapassa a racionalidade e a ponderação. É diferente,forte e adjectivo de oculto porque não sei o motivo disto acontecer...vou abreviar e dizer que é somente estranho ! :)))

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    1. Anónimo10:53

      O motivo são as borboleeeeeeeeetas :)))

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    2. O insecticida é que não encontro à venda...:P

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    3. Anónimo12:58

      Que horror matar borboletas com insecticida :P
      Deixa-as voar, é sempre bom, só não permitas que te façam mal.

      Fiquei a matutar na cena da racionalidade... Passo a explicar, já dei umas quantas cabeçadas :-/
      A racionalidade é o que fui aprendendo. É com ela que evito mais cabeçadas.

      Bom fim‑de‑semana :)

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    4. Ainda bem que dás cabeçadas, ajuda a reformular a forma como pensas. Sem as mesmas, ficamos como água de um lago e é sempre melhor mergulhar em águas correntes.
      Entretanto vai matutando e aproveita para ver as tuas borboletas a voar :))
      Bjinhos bom fim‑de‑semana !!

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  3. Lá está ele a falar de mulheres pronto!!

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    1. Realmente, passo horas a ver homens a jogar futebol e ténis masculinos e nunca falo destas coisas.

      Vou tentar ser diferente. Talvez acompanhar mais tempo o periquito, que coitado, passa dias e dias sozinho em casa sem companhia. Vou começar por analisar os movimentos que ele faz dentro da gaiola...

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  4. Acredita! Todos temos pessoas assim... no nosso coração :)))
    Bom fim de semana ;))))

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    1. Claro que sim...
      Faz parte da nossa condição de humanos. :))

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